terça-feira, 26 de julho de 2011

Movimento por moradia protesta e garante audiência com Kassab

Eles devem ser recebidos na próxima semana. Reivindicação é de política habitacional

Movimento por moradia protesta e garante audiência com Kassab
Cerca de 700 pediram mais rapidez na construção de moradias populares (Foto: © Anderson Barbosa/Fotoarena/Folhapress)
São Paulo – Integrantes da União dos Movimentos de Moradia (UMM) conseguiram marcar uma audiência com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM, rumo ao PSD). O compromisso, agendado para a próxima terça-feira (2) para discutir a política de habitação do município, foi assegurado após um protesto na manhã desta terça-feira (26). O movimento afirma ser a primeira vez em que ativistas que lutam pelo direito à habitação terão um encontro do gênero com Kassab, no cargo desde 2006.
Cerca de 700 sem teto saíram do Teatro Municipal e permaneceram em frente à prefeitura, no Centro da cidade. Uma comissão foi recebida por representantes do Executivo municipal, entre elas Beth França, superintendente da Habitação da Secretaria Municipal, e membros da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab). 
"Nós decidimos realizar o ato de hoje quando tentamos falar com o representante da Cohab e não fomos recebidos", justificou Sueli Lima da UMM e militante do Movimento de Moradia Central (MMC). A tentativa mencionada ocorreu no dia 28 de junho, quando um protesto também na região central da capital foi reprimido pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), com uso de gás de pimenta e medidas consideradas abusivas pelos ativistas. "Durante a reunião (desta terça) discutimos nossa pauta e conseguimos agendar uma reunião", disse Sueli. A audiência da próxima semana está programada para às 17h.
Segundo Benedito Roberto Barbosa, o Dito, um dos coordenadores da UMM, os sem teto reivindicam uma política municipal de habitação que atenda as famílias de baixa-renda, especialmente as sem teto. Ele acusa a  Secretaria de Habitação de demorar até dois anos para aprovar projetos de moradia popular, inclusive no programa Minha Casa, Minha Vida.
A falta de agilidade provoca, na visão de Dito, aumento no custo das obras e um desgaste para a comunidade que aguarda a habitação. Os movimentos exigem ainda o fim dos despejos que vem ocorrendo em várias regiões da cidade, como na região da avenida Água Espraiada, no Rodoanel e em Itaquera, por conta das obras da Copa de 2014. "Não queremos o 'cheque despejo' de R$ 5 mil ou cheques de R$ 300 por mês do auxílio-aluguel, porque só dura 30 meses. Queremos uma política permanente de habitação", explica Dito.

Um comentário:

  1. Ola
    Me chamo Anderson Barbosa, sou fotojornalista autor da imagem reproduzida nesta pagina, partindo da reportagem da Rede Brasil Atual.
    Gostaria de explicar que as fotografias, em alguns casos, publicadas na RBA, nao se enquadram nos seus criterios de copyright dado as producoes jornalisticas de sua equipe e este e o caso desta foto, como pode perceber, A FOTO SEGUE COM UM "C", identificando copyright, que talvez tenha passado desapercebido para ser publicado aqui.
    Gostaria tambem de solicitar a retirada da mesma, desta pagina, pois nao conheco nenhuma solicitacao para a utilizacao da mesma.
    Atenciosamente,
    Anderson Barbosa.
    PS: Para nao me acusar de ser apenas um fotografo interessado em dinheiro, acesse o meu blog, como estou identificado aqui, ou pelo
    www.vidassemteto.wordpress.com...

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