quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Edital para cadastramento de carroceiros e carrinheiros

23/02/2011 15:19:01

Foto: Ocimar Pereira/PMPA
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Abertura das propostas será em 11 de março

Foi publicado no Diário Oficial de quarta-feira, 23, o edital do Pregão Eletrônico de Serviços do processo licitatório para contratação da empresa de prestação de serviços para cadastramento de moradores das Ilhas do Pavão, Grande dos Marinheiros, Flores, Pintada e Mauá que trabalham em Veículo de Tração Animal (VTA’s) ou Veículos de Tração Humana (VTH’s). Os dados coletados servirão como subsidio para implantação de programas habitacionais na região.
A abertura das propostas acontecerá no dia 11 de março às 14h. O Edital poderá ser retirado no site www.cidadecompras.com.br, onde os interessados deverão cadastrar senhas de acesso.
A empresa vencedora do certame atuará nas áreas de proteção permanente, risco, faixa de domínio e regiões ribeirinhas do Guaíba. "Nós também estávamos à espera do cadastramento. Agora temos a possibilidade de saber o número de membros da categoria", disse o presidente da Associação dos Carroceiros da Grande Porto Alegre, Theófilo Motta Junior.
Após a contratação, a empresa vencedora terá prazo de 90 dias para concluir o cadastro. O objetivo é definir o perfil dos carrinheiros, carroceiros e familiares para desenvolvimento de programas sociais. "As ações de governo são desencadeadas de forma integrada com as lideranças dos carroceiros e carrinheiros", disse o secretário adjunto de Governança, Marcos Botelho.


Perfil - A partir do levantamento cadastral, será possível quantificar a população infantil e conhecer seu perfil do ponto de vista educacional, para identificar necessidades específicas e planejar possibilidades de inserção na rede escolar. Também está prevista a radiografia das demandas voltadas ao público adulto, como a implementação de cursos profissionalizantes e alfabetização. Os cavalos, com a implantação da chipagem, serão fotografados e relacionados aos proprietários.

Fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smgl/default.php?p_noticia=138412#

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Cabe lembrar que em 02 de dezembro de 2010 aconteceu a audiência pública onde se debateu o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta do Jacuí. 

Abaixo, alguns sites cujo conteúdos podem ser analisados à luz da notícia acima. 

Projeto de Lei na Câmara de Vereadores: Fundo para Implementação do Programa de Redução  Gradativa de Veículos de Tração Animal e Veículos de Tração Humana http://projetos.camarapoa.rs.gov.br/projetos/109817#


Politica Nacional de Resíduos Sólidos. Projeto de Lei Complementar nº 014/10


A duplicação da Av Tronco e a política habitacional de Porto Alegre

Quando observarmos as notícias sobre a duplicação da Av. Tronco percebemos que a questão habitacional não aparece como algo relevante. Não só a questão da habitação não é relevante como parece que a população também não é. Afinal, segundo matéria publicada no jornal Zero Hora, é “...O projeto de duplicação da Avenida Tronco, fundamental para o deslocamento de veículos em direção à Zona Sul durante os jogos da Copa...”. (Zero Hora, 21/02/2011).

O protagonismo está na obra de duplicação especificamente para a Copa 2014. As famílias que vivem ali somente são citadas porque se transformaram em estorvo para a obra: “...obstáculo é a parte das desapropriações, uma vez que centenas de casas surgiram na área que desde 1959 estava reservada no Plano Diretor para a obra.” . Ora, as casas e moradores não brotam do nada como sugere a citação anterior. Mas a frase serve como um indicativo da forma como uma parte da sociedade pensa esta questão. 

Não se trata de quem chegou antes, se foi o projeto para a obra ou as pessoas, mas que a obra deveria justamente atender a população local. Os moradores levaram anos aguardando a duplicação e agora se tornaram um transtorno para o poder público. O que piora a situação é a insegurança, a vulnerabilidade a que são expostos pela falta de transparência. Nem a própria Comissão de Habitação/SECOPA da Região da Grande Cruzeiro conhece o plano da Prefeitura para a área, tanto que apresentou ao Prefeito lista de propostas e reivindicações somente no dia 14 de fevereiro de 2011. O que é de se estranhar. Afinal, se é uma comissão de habitação deveria ser a primeira puxar da gaveta o Plano Municipal de Habitação de Interesse Social.

Vale lembrar que uma das etapas da elaboração deste plano consistiu na realização de oficinas regionais com a participação das comunidades e lideranças. No entanto, neste momento, não se vê nenhuma referência que resgate as discussões realizadas nas oficinas para a Região da Grande Cruzeiro.

Fonte: PMHIS: Plano Municipal de Habitação de Interesse Social. Revista.

Se este plano não existe somente com a finalidade de captar recursos junto aos órgãos financiadores, deve ser retomado agora, para discutir com a população sobre ações concretas pautadas na política habitacional de Porto Alegre e não pontual e circunstancialmente sobre o projeto de duplicação de uma avenida. Está em pauta o futuro de milhares de pessoas, o que não pode ser incluído no balcão de negócios que é a Copa.

Lucimar Fátima Siqueira
Geógrafa.
ONG Cidade - Centro de Assessoria e Estudos Urbanos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Zero Hora está em campanha



O principal jornal gaúcho quer a todo custo aprovar o projeto do Cais Mauá. Eles chamam de revitalização do Centro a ação de entupir a orla do Guaíba de prédios altos, carros e shoppings. A campanha é tão forte que não ouve opiniões contrárias. Aliás, sequer cogita sua existência.

Na edição deste domingo (20), a reportagem de capainforma que o Centro está sendo cada vez mais procurado por moradores da capital. Três páginas da editoria de Geral tratam da “redescoberta” do Centro. Uma redescoberta que ignora valores culturais, quase não mencionados. Fala, sim, na recuperação de prédios antigos, mas não no valor histórico que isso tem, apenas no valor comercial, imbiliário, de um Centro cada vez mais “limpo” e bonito, sem pobres e sujeira.
Malandramente falando
O projeto do Cais Mauá é a mais louvada das iniciativas, tanto que ganhou uma página só para ele. Que diz, em transcrição literal: “Urbanistas, profissionais envolvidos no processo de recuperação e representantes do mercado imobiliário acreditam que, sem a conversão sem a conversão do Cais do Porto em um polo de lazer e turismo, a transformação não estará completa”. Não, jura?!? Das três categorias citadas, as duas últimas são diretamente envolvidas – uma na execução e a outra será grande beneficiada financeiramente. Com relação à primeira, os urbanistas que eu conheço não concordam com isso, não.
A malandragem é tamanha que os representantes da sociedade que discordam da transformação do Cais do Porto em um complexo de empreendimentos em que alguns prédios chegarão a 100 metros de altura – os índices construtivos foram estrategicamente modificados com aprovação da Câmara de Vereadores – sequer foram citados como existentes. A reportagem deixa claro que toda a sociedade aprova o projeto de forma unânime. Se é maioria ou não, não sabemos, mas que há contestação, há, e o jornal descaradamente a omitiu.
Ignorou a existência de movimentos como o Porto Alegre Vive e o Comitê Popular Copa POA 2014, organizações de moradores, profissionais da área, além das discussões no Conselho Municipal de Desenvolvimento UrbanoAmbiental.
Enganou o leitor, manipulou a informação.
E aproveita para sutilmente pressionar o governador Tarso Genro para que ele não volte atrás na decisão de não enfrentar o complexo máfio-midiático – como diria o Sr. Cloaca – e aceite o projeto sem contestação, ao invés de promover um amplo debate popular.
Carrocentrismo
Outro ponto valorizado pela reportagem é a liberação de ruas para a circulação e espaços para o estacionamento de automóveis, “devolvendo a vida ao entorno”. Circulo pelo Centro há 24 anos. Nunca, em momento algum, faltou vida ao bairro, muito pelo contrário. A liberação de diversas ruas para que os carros pudessem circular até pode ajudar a desafogar o trânsito, mas é péssimo para os pedestres, que se espremem nas calçadas estreitas. Gostaria de ver os repórteres circulando a pé em dia de chuva para entender bem a que me refiro.
Mas “vida”, na concepção elitista de Zero Hora, só existe dentro de uma lataria sobre quatro rodas, símbolo de status. O Centro agora vale não porque é culturalmente efervescente, mas porque é “glamouroso”, nas palavras do jornal.
Ao mesmo tempo em que valoriza a liberação de ruas para que os carros circulem melhor – e os pedestres e ciclistas bem pior -, Zero Hora louva a iniciativa que vai atravancar o trânsito da entrada da cidade. Fica difícil vislumbrar a possibilidade de uma região mais sobrecarregada não sofrer severas complicações com a construção de um complexo como o que se pretende no Cais, com hoteis e salas restritas a quem os pagar.
Continuamos aplaudindo o transporte individual, a experiência de vida individual, a existência individual, no lugar de incentivar o transporte coletivo de alta qualidade, como seria possível com investimentos adequados e bem planejados, e os espaços coletivos de convivência urbana, que permitissem a troca de experiências e a integração comunitária.
Para a Zero Hora, o projeto do Cais é sinônimo de “futuro”. Resta saber que tipo de futuro.

Fazendo a memória do "Sonho Real"

No dia 16 de fevereiro, completaram-se seis anos do despejo dos moradores da Ocupação "Sonho Real" no Parque Oeste Industrial, região sudoeste de Goiânia. Pelas proporções e pelo requinte de desumanidade, trata-se da maior violação dos Direitos Humanos em toda a história de Goiânia, e de uma das maiores do Brasil e do mundo em áreas urbanas. É um caso que não pode ser esquecido e nem pode ficar impune.
 Fazendo a memória da Ocupação "Sonho Real", queremos levantar duas questões, que precisam ser analisadas e aprofundadas.
A primeira é a constitucionalidade ou não da liminar de reintegração de posse da juíza substituta Dra. Grace Corrêa Pereira. A meu ver, essa liminar - além de ser eticamente irresponsável - é inconstitucional, por considerar a propriedade privada como um direito absoluto, ao qual tudo deve ser sacrificado, inclusive a vida. A Constituição Federal diz de maneira muito clara: "a propriedade atenderá a sua função social" (Art. 5, XXIII). A área da Ocupação "Sonho Real" - loteamento de 1957 - nunca cumpriu a função social e podia ser desapropriada "por interesse social" (Art. 5, XXIV).
 Do ponto de vista ético, as autoridades e os militares que cumpriram a liminar, podiam, em nome da "objeção de consciência", praticar a "desobediência civil", mas por falta de discernimento e de maturidade humana não o fizeram.
A segunda questão é a maneira como foi cumprida a liminar de reintegração de posse. Mesmo admitindo a hipótese que a liminar fosse constitucional e prescindindo de argumentos baseados na Ética e na Justiça (que não são somente argumentos legais), a maneira como foi realizado o despejo - as duas Operações "Inquietação" e "Triunfo" - é totalmente inconstitucional e ilegal, até para um leigo em assuntos jurídicos. Basta o bom senso.
Como escrevi no artigo "A verdade vos libertará": "Se em nossa sociedade existisse um mínimo de justiça, os responsáveis por esse crime - que são o governador Marconi Perillo, o secretário de Segurança Pública Jônathas Silva e o comandante da Polícia Militar Coronel Marciano Basílio de Queiroz da época (com a omissão do Poder Municipal e a conivência do Judiciário), e que até hoje estão impunes - deveriam ser processados, condenados e impedidos de se candidatarem a qualquer cargo público" (Diário da Manhã, 30/01/10).
Queremos agora fazer a memória dos principais fatos. De 6 a 15 de fevereiro de 2005, de 0 às 6h, a Polícia Militar do Estado de Goiás começou a ação de reintegração de posse, realizando a chamada "Operação Inquietação", que foram dez dias de tortura física e psicológica coletiva. Cercou a área com viaturas, impediu a entrada e a saída de pessoas e cortou o fornecimento de energia elétrica. Com as sirenes ligadas, com o barulho de disparos de armas de fogo, com a explosão de bombas de efeito moral, gás de pimenta e lacrimogêneo, a Polícia Militar promoveu o terror entre os moradores da ocupação. Nenhuma lei permite uma operação noturna criminosa como essa. Até hoje, temos crianças traumatizadas.
No dia 16 de fevereiro de 2005, a Polícia Militar do Estado de Goiás realizou uma verdadeira Operação Militar de Guerra, cinicamente chamada "Operação Triunfo". Numa hora e quarenta e cinco minutos, cerca de 14.000 pessoas foram despejadas de suas moradias de maneira violenta, truculenta e sem nenhum respeito pela dignidade da pessoa humana. A Operação Militar produziu duas vítimas fatais (Pedro e Vagner), 16 feridos à bala, tornando-se um deles paraplégico (Marcelo Henrique) e 800 pessoas detidas (suspeita-se com razão que o número dos mortos e feridos seja bem maior). Esses crimes continuam até hoje impunes.
Nessa operação militar criminosa, ilegal e imoral, todos os Direitos Humanos fundamentais foram gravemente violados: o direito à vida, o direito à moradia, o direito ao trabalho, o direito à saúde, o direito à alimentação e à água, os direitos da criança e do adolescente, os direitos da mulher, os direitos dos idosos e os direitos das pessoas com necessidades especiais.
Depois do despejo forçado e violento, e depois de passar uma noite acampadas na Catedral de Goiânia (onde aconteceu também o velório de Vagner e Pedro num clima de muita indignação e sofrimento), cerca de mil famílias (aproximadamente 2.500 pessoas), que não tinham para onde ir, ficaram alojadas nos Ginásios de Esportes dos Bairros Novo Horizonte e Capuava (por mais de três meses) e, em seguida, no Acampamento do Grajaú (por mais de três anos) como verdadeiros refugiados de guerra. Nesse período, diversas pessoas - sobretudo crianças e idosos - morreram em conseqüência das condições subumanas de vida, vítimas do descaso do poder público do estado de Goiás e da prefeitura de Goiânia. Quem vai pagar por isso?
No dia 24 de fevereiro de 2005, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República criou uma Comissão Especial com o objetivo de apurar as violações aos Direitos Humanos na operação de reintegração de posse, realizada por policiais militares no Parque Oeste Industrial em Goiânia, estado de Goiás, no dia 16 de fevereiro do mesmo ano (Cf. Resolução N. 1, no DOU - Seção 2, de 24/02/05)
A Comissão analisou os três requisitos necessários para a "federalização" dos crimes contra os Direitos Humanos. Primeiro: que haja grave violação dos Direitos Humanos; segundo: que o fato praticado seja passível de sujeitar a União à responsabilidade internacional, por obrigações anteriormente assumidas em tratados e em plena vigência no país; terceiro e último: que exista algum comprometimento institucional viciado, que afete a estrutura e as relações independentes dos órgãos públicos estatais, ocasionando a necessidade de ruptura no pacto federativo para se restaurar a normalidade institucional e assegurar a proteção dos Direitos Humanos.
A Comissão reconheceu a existência do primeiro e do segundo requisitos, mas não reconheceu a existência do terceiro. Portanto, no dia 10 de abril de 2006, o relator da Comissão, Procurador da República Cláudio Drewes José de Siqueira - apoiado em seu parecer pelos demais membros da Comissão - conclui: "Sugiro o não deslocamento da competência para a Justiça Federal do caso Parque Oeste Industrial, no que se refere à apuração e ao julgamento dos crimes ocorridos na desocupação, por não restarem preenchidos todos os requisitos constitucionalmente exigidos, recomendando, no entanto, pela continuidade da observação pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana dos trabalhos da Justiça Estadual" (Cf. Relatório da Comissão Especial).
No dia 21 de março de 2009, o Procurador da República, Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Ailton Benedito de Souza retomou o parecer da Comissão Especial da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e no artigo "O Parque Oeste e a lei", escreveu: "Ambos os Ministérios Públicos (MPF e MPE) terminaram integrando uma Comissão Especial cujos trabalhos encerraram-se, no ano de 2006, na conclusão de que não havia necessidade de "federalizar" a persecução dos culpados pelos fatos criminosos relativos ao caso Parque Oeste Industrial. Concluiu-se que estava ausente um pressuposto objetivo do IDC (Incidente de Deslocamento de Competência para a Justiça Federal), ou seja, não havia omissão, leniência, excessiva demora, conluio ou conivência dos órgãos do estado de Goiás para inviabilizar persecução criminal dos responsáveis".
Nem passa pela cabeça do Procurador da República que o crime, nesse caso, possa ter sido praticado pelo Poder Executivo do estado de Goiás, com a conivência do Poder Judiciário e a omissão da Prefeitura de Goiânia. Por isso, ele termina dizendo: "Nenhum fato ou circunstância sobreveio que possa justificar, atualmente, o deslocamento da competência do caso Parque Oeste Industrial para a Justiça Federal" (O Popular, 21/03/09, p. 7).
Questionamos as premissas, que logicamente levaram a Comissão Especial da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, integrada pelos Ministérios Públicos (MPF e MPE) e o Procurador da República citado, às conclusões acima referidas. As premissas não correspondem à verdade dos fatos.
Sabemos que os militares - que, por ordem superior, cumpriram a liminar de despejo - têm sua parcela de responsabilidade pessoal. Não se trata, porém, de investigar e julgar (como querem a Comissão Especial e o Promotor da República Ailton Benedito) só os possíveis abusos ou excessos de alguns militares, praticados na execução das Operações "Inquietação" e "Triunfo". Trata-se, sobretudo, de investigar e julgar as próprias Operações "Inquietação" e "Triunfo" como operações criminosas, enquanto tais. Independentemente dos abusos ou excessos cometidos por alguns militares, essas operações são um crime planejado. O despejo de 14.000 pessoas numa hora e 45 minutos é uma violência e uma iniqüidade humana premeditada.
Além de ser um dos piores crimes já praticados contra os Direitos Humanos e a Ética no Brasil e no mundo, as Operações "Inquietação" e "Triunfo" são também um crime que não só fere a Constituição e as leis brasileiras, mas também as leis internacionais.
É justamente esse crime que deve ser "federalizado". Não se pode – como quer a Justiça Estadual - ficar só na investigação e julgamento dos abusos ou excessos cometidos por alguns militares. Ficar só nisso, significa fugir do verdadeiro problema, significa escamotear a verdade e procurar um bode expiatório. Como quem praticou o crime em questão foi o Poder Executivo do estado de Goiás com a conivência do Poder Judiciário e a omissão do Poder Público Municipal, pela lógica, esses poderes não têm as mínimas condições de investigar e julgar a si próprios. E é por isso que se justifica a "federalização" do caso.
Infelizmente, os crimes praticados pelo Poder Público, em conluio com aqueles que detêm o poder econômico, nunca são seriamente investigados e julgados, a não ser nas instâncias internacionais da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da OEA. Por isso, recorreu-se à Conte Internacional dos Direitos Humanos da OEA.
Pretende-se também realizar um Tribunal Popular para julgar e condenar, no banco dos réus, o Poder Público, estadual e municipal. Pretende-se ainda fazer uma Campanha para que ninguém compre lotes na área - até hoje sem nenhuma função social - da ex-Ocupação "Sonho Real", e para que a área, com base na Constituição Federal, seja declarada de "utilidade pública" e desapropriada (Art. 5, XXIV).
Como já foi dito em 2009 num Ato Público, trata-se de uma área impregnada de sangue inocente; uma área que, no sentimento religioso do povo, é "amaldiçoada" por Deus e só será "libertada" da maldição divina se for utilizada para o bem comum, e em benefício dos pobres e excluídos da sociedade. Lembrem os responsáveis por essa violação dos Direitos Humanos, praticada com requintes de crueldade, que Deus é justo. Aguardem!
 Pretende-se, enfim, lutar para que a posição equivocada da Comissão Especial da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República seja revista e o crime bárbaro do Parque Oeste Industrial, em Goiânia, praticado pelo estado de Goiás, seja "federalizado".
 Os que defendemos e promovemos os Direitos Humanos e a Ética não desistimos. A esperança de um mundo novo, onde haja igualdade e justiça para todos, nunca morre. Jesus Cristo, cuja prática os verdadeiros cristãos seguem, sempre esteve ao lado dos injustiçados, dos empobrecidos e dos excluídos.
Frei Marcos Sassatelli, Frade Dominicano, doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP) e membro da Comissão Dominicana Justiça e Paz do Brasil / PUC-GO, Vigário Episcopal do Vicariato Oeste da Arquidiocese de Goiânia e administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Terra.


O Parque Oeste Industrial em Goiânia
  
Escrito por Frei Marcos Sassatelli   

Senadora ingressará com representação criminal contra prefeito de Manaus

Hoje às 11h28 - Atualizada hoje às 11h42


Jornal do Brasil

A senadora Marinor Brito, líder do PSOL no Senado Federal, anunciou nesta-segunda que ingressará com uma representação na Procuradoria Geral da República contra o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, pelo suposto crime de preconceito quanto a migrante e discriminação.

O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, visitou nesta segunda-feira, uma área de risco, onde uma mulher e duas crianças morreram soterradas no fim de semana.

Uma moradora desabrigada abordou o prefeito e disse que não poderia sair do local de risco pois não tinha para onde ir. Amazonino reagiu dizendo: "Minha filha, então, morra". Em seguida, o prefeito perguntou a origem da moça. Ao ouvir que ela veio do estado do Pará, disse que "estava tudo explicado".


Segundo a senadora, a atitude do prefeito reforça o conceito da sociedade com relação aos migrantes, especialmente as pessoas originárias do estado do Pará, colocando-as em situação de inferioridade em relação aos demais brasileiros.

Em sua defesa, Amazonino afirmou que tudo não passou de um grande mal-entendido.
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Aproveitando:

"Análise da Controladoria Geral da União (CGU) apontou irregularidades no projeto para as 
obras de construção da Arena Amazônia, para a Copa do Mundo de 2014."

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Brasil pode passar vergonha com a copa do mundo

Jorge Seadi
Pelé disse hoje (18) em uma entrevista coletiva em São Paulo que o Brasil corre o risco de passar vergonha com os atrasos nas obras para a Copa de 2014. O maior jogador de futebol do mundo disse que a FIFA e a Confederação Brasileira de Futebol estão “realmente preocupados” com os atrasos nas áreas de comunicação e transporte com os aeroportos sem nenhuma obra.
“O Brasil tem a obrigação de fazer uma boa Copa do Mundo e, infelizmente, está totalmente atrasado” disse Pelé, colocando São Paulo como exemplo: escolhido para ser sede dos jogos, o Corinthians não tem nem projeto definido.  Praticamente todas as obras nas 12 cidades que serão sedes dos jogos estão atrasadas, principalmente nos aeroportos, o grande gargalo na logística do país.
Dos estádios previamente escolhidos para ser sede dos jogos, o Mineirão, em Belo Horizonte, é o que tem as obras mais avançadas, mas a construtora responsável pela reforma não garante que o estádio estará pronto até o final de 2012 e apto para sediar jogos da Copa das Confederações em 2013. Esta competição serve para a FIFA testar todas as condições para a realização da Copa, no ano seguinte.
Pelé disse que muitos estão comparando a Copa no Brasil com a realizada pela África do Sul, no ano passado. Mas Pelé afirma que não é possível fazer esta comparação, porque “lá eles realizaram a Copa em quatro estados, aqui será em 12 e lá eles tiveram ajuda financeira do Bill Gates e nós não teremos isto”. Pelé revelou também que a UEFA, dirigida por Michel Platini, também se mostra apreensiva com o andamento das obras e dos preparativos do mundial de 2014.
Obras no estádio Beira Rio estariam preocupando Fifa e CBF
Grêmio quer ser sede da Copa
Aqui em Porto Alegre, o Grêmio continua trabalhando nos bastidores para tirar o Beira Rio da condição de sede dos jogos. No último jogo amistoso da Seleção, em Paris, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, foi o chefe da delegação brasileira. Durante a semana que passou na capital francesa e, também, no voo de volta ao Brasil, Odone “cercou” o presidente da CBF para que o Comitê Local da Copa, dirigido por Texeira, retire o Beira Rio e coloque a Arena do Grêmio como sede.
Esta semana, em diversos veículos de imprensa, surgiram informações de que a CBF está insatisfeita com o andamento das obras do Beira Rio. Tudo porque o Internacional ainda não definiu um parceiro (uma construtora) para tocar as obras de reforma do estádio. Hoje, o Beira Rio é um canteiro de obras mantido com recursos próprios do clube. Todas as bases da nova cobertura do Beira Rio já foram colocadas. O estudo sobre o efeito dos ventos na lona que será utilizada já foi concluído pelo Túnel do Vento na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (atualmente estão sendo realizados os estudos da cobertura do novo estádio do Palmeiras). E 25% das arquibancadas inferiores do estádio já foram demolidas para serem substituídas pela nova que irá cobrir a antiga “coreia”, o fosso e vai avançar 3 metros na área em volta do gramado. O público ficará mais próximo do campo de jogo e o isolamento será feito com vidro blindado.
A CBF também estaria apreensiva com o Internacional porque o clube ainda não definiu se fará as obras, hoje orçadas em R$ 200 milhões, com a parceira de alguma construtora. Oficialmente, a direção do Internacional não se manifesta sobre a possibilidade do Beira Rio ser trocado pelo novo estdádio do Grêmio e também não fala sobre possíveis parcerias com construtoras. Informações extraoficiais dizem que o Inter recebeu quatro propotas de construtoras interessadas em fazer uma parceria com o clube. Uma delas, inclusive, seria estrangeira. Esta parceria, para acontecer, precisa da aprovação do Conselho Deliberativo, que não deverá tomar nenhuma decisão antes de março.
Com informações do UOL

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Jornadas de cultura popular, a diversidade cultural da Nova Santa Marta

Foram tres atividades, neste verão. O aniversario de 19 anos da Ocupação da Nova Santa Marta no mes de dezembro na Escola Marista Santa Marta e mais duas atividades ao ar livre nas areas de lazer do alto da boa vista e da vila por do sol .Foi muito interessante a combinação de atividades de lazer, esportivas e artisticas com atividadesde formação politica, organização e mobilização popular. Conseguimos nesta atividades conhecermos mais as diversas manifestações culturais de nossa gente , também refletir sobre nossa realidade , pensar nosso futuro e compartilhar de nosso sonhos .O MNLM agradece a todos e todas que dedicaram um pouco do seu tempo e talento para construção destes espaço que prova que a possivel mesmo sem as condições minimas nescessarias "a campo aberto " produzir cultura , engajamento , conciencia . VIVA A LUTA DO POVO

Aqui seguem algumas questões que estaremos Lutando:

Recuperação e manutenção da Area verde do Alto da Boa Vista e Instalação da Iluminação Publica .

Discução publica imediata com a Comunidade Sobre a instalaçâo da "praça da juventude" na Nova Santa Marta , recentemente aprovada no PAC II.